Tenho bolachas doces, salgadas, refrigerantes, e tenho uma noite só minha. Estou sóbrio. Bem, biologicamente, mas vago em alma. Estou sozinho esta noite. Você saiu há algumas horas e o vento está tocando minhas pernas, e ele é o único pseudo-companheiro.
Olho a janela. Olho a beleza das luzes nos prédios. Sinto saudades tuas. As camas estão mais uma vez bagunçadas, cheia de livros e roupas e o meu violão. Senti-me triste agora há pouco e arranhei alguns acordes. No quarto vejo resquícios de um dia bem vivido, e lembro dele com carinho, amor e nostalgia. Não, nostalgia, não, melhor seria futurismo. Nosso futuro e nossos desejos.
Palavras e idéias aleatórias, só precisava manter algum tipo de contato contigo. Confesso que tô com medo do nosso futuro próximo. Prometo sustentar a bolha que nos enfiamos até onde posso, mas farão de tudo para estourá-la. Olho pro teto e vejo uma luz. Vejo também duas peças de roupa em cima da cama, elas me encobriam, agora já estou de cueca sentindo o frio pelos meios. Esses 30 dias me ensinaram coisas que em 18 anos e meio não aprendi. Aprendi a gostar de prédios, a dar mais valor aos eventos de Comunicação Social, aprendi a conhecer-me, aprendi a dizer “EU TE AMO” e não pensar no que isso possa significar, e apenas sentir. Aprendi a te sentir, a lutar contra tudo por ti. Aprendi a ter saudade. Aprendi a não ser emo nos posts. E assim dei uma nova vida a mim, dei coragem ao coração e chá de canela pro cérebro. Dei injeção de adrenalina nos pés, pra na hora de te ver, não cessar em correr pra te beijar. Dei-te amor.
Dou-te amor, te dou coragem, beijos e carinhos e carícias e o que precisares. Tenho forças pra cumprir todas as promessas que um dia te farei. Eu te gosto que só!
Que lindo tu postares! *-* Gosto muito desse texto.
ResponderExcluir