Mais uma vez eu venho e retorno ao meu fiel espaço para te dizer o que não consegui. Na verdade eu queria te explicar, te falar do quando estou feliz pelo que anda acontecendo. Faltaram-me neurônios para formular a frase certa e abusar de análise semi-ótica para te fazer entender exatamente o que queria.
Ok. Cansei. A verdade é que não estou sendo fiel contigo, e isso me faz odiar-me. Não estou sendo fiel por que não falo dos meus medos. E eles estão nas minhas células, no meio do nosso relacionamento. Te amo: e isso me dá vontade de gritar. GRITAR teu nome, minhas vontades e vontades e vontades... e sussurrar no teu ouvido meus medos, MORRO de medos dos meus medos.
Sozinho. Isso acontece quando a solidão do silencio me toma o espaço. Fico longe de ti e de ti me alimento para rir e dormir, e acordar melado. Doce combustível. Tenho medo de o meu coração te expulsar dele a qualquer momento, e eu te magoar, tenho medo de ser mais uma vez desumano. Tenho medo do meu lado negro: CRUEL. Tenho medo de sair correndo e mais uma vez tomar banho de álcool, de nicotina, esbanjando egoísmo. Tenho medo de ficar só, e mais uma vez me culpar. Tenho medo de desejar minha morte. Tenho medo de desejar a tua morte. Descupe.
Descupe-me!!!! São ações que me deixam calado. E sim, eu não fico muito bem não. E isso é errado sim, eu sei. A vontade que eu tenho é de chorar, ao teu lado, no teu braço, no teu abraço, na minha dor. A vontade que eu tenho é de te beijar num beijo que me leve à dimensão isenta de tempo, à dimensão do paraíso, do meu paraíso.
E na dimensão da tua boca eu destruir esse medo bobo. No espaço apertado e macio do teu abraço te dizer que te amo pela 500ª vez ao dia, mas com um amor que nunca senti, o amor que cresce a cada beijo, esse nosso amor mesmo, o mais perfeito de todos.
A verdade é que eu tenho medo do tempo. E do espaço. Espaço por tempo é igual à velocidade. DESACELERA!!!
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