quarta-feira, 16 de março de 2011

Maldita Tarde!

Belém do Pará. 16/03/2011
Parei na Generalíssimo Deodoro. Debaixo dos pombos sem medo de caca. Parei pela mistura tênue de luzes, estas sempre me fascinaram e agora me tomas os olhares como aspirante fotógrafo. Talvez algum meteorologista explicaria ou não este fenômeno (se o é), mas meu coração tem uma bela explicação: conforto. Talvez se tivesse saído um pouco antes da aula, presenciaria por mais tempo esta linda visão, mas foram apenas 5 minutos debaixo daquele derrame de melancolia pincelada no céu. Mas além do fato da luz solar ter tomado a cor azul celeste, vi montar-se uma perfeita fotografia digna de prêmios, oficiais ou internos: Luminárias do CAN sinalizando início de noite, fim do dia; As luzes coloridas da Basílica de Nazaré formando um belo par com as nuvens negras de chuva que vinha lá por trás, típica e comum, e aos lados, o belo derrame de tinta no céu, o alaranjado sendo despejado nos corações impacientes e desaventurados de tantos paraenses ali presentes, ou apenas desviando olhares tortos e amedrontados de simples cidadãos. No meu interior, aquilo chegou como dor, como vontade mal-vivida, como saudade de um futuro incerto, de uma aventura sonhada. Deu-me a vontade de sair voando e, ao lado dos periquitos, abraçar e abarcar o céu com as asas. Senti-me na vantagem de ter meu olhar único, de sentir aquilo que nenhuma outra pessoa sentiu... uma alegria de ser eu, um ser incompleto e complementando-se. E foi isso que vim dizer, eu o vi, ele estava lindo, e quando será que nos será apresentado novamente? Adeus.

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