Organizar a vida, o ano, as esperanças foram as razões de um começo de ano colorido e iluminado. Neste momento faz-se promessas à vida, a si mesmo, ao mundo, aos amigos... E mais sonhos pegam novas formas e detalhes. As imagens destes ficam mais nítidas e consequentemente tem-se a ideia de estarmos perto deles. Mas as promessas nos enganam e talvez eles não estejam tão reais, e ainda sejam só sonhos e promessas.
Penso naqueles que no dia 31 de Dezembro de 2010 tinham as esperanças de contar aos amigos as conquistas de dias e de semanas ou meses próximos, mas não sobreviveram para começarem a narrar. Quantas promessas feitas que perduram até o cotidiano apagar, quantos sonhos foram espetados mas nunca estourados das nuvens... Penso nos que nada esperam, nos que sofrem e nem consciência de humanidade têm ou os dão. Perambulam, microbiam, apodrecem à margem da ganância. Um desejo: emprego, dinheiro, paz, a paz, amor, o amor, o pão, pão, muito pão, um agasalho, um sorriso...
35 dias dias passaram e talvez muitos deles realizaram-se, não por obra mística ou divina, e sim pela questão de fé em si, de poder nas mãos e nas atitudes. Muitos até perderam a esperança, ao longo ou a curto prazo. Outros ainda aguardam pelas promessas que não dependem de si, mas do se. Talvez um talvez ponha ou tire forças, ou então encontre forças para mudar-se para já.

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