terça-feira, 21 de setembro de 2010

17 e Brasileiro.

  17, solteiro, natural de Ourém, Pará. Dezessete talvez seja pouco pra entender a definição de cidadão na prática (isto é o que acho), mas não nos priva de entender e procurar a verdade nas entranhas das decisões realmente importantes. Há alguns meses, envolvido no sentimento nacionalista de eleição, despertou-me uma vontade de entender de maneira complexa a Política, e nosso caso raro: a Política brasileira. Descobri muitas coisas que me deixou pasmo. Como que não sou menos capacitado do que certos candidatos, nem menos informado. Descobri que poucos entendem o porquê de uma eleição, e que no geral escolhem os candidatos pelo carisma e pelos sentimentos despertados pelas "emocionantes" campanhas e propostas.
  Em uma certa aula, meu professor de história frisou que as guerras eram feitas com o sentimentalismo. Os líderes para conseguirem o apoio da população, despertavam neles o nacionalismo, revanchismo, orgulho, prazer em ser o superior, enfim, usava o "coração" como maior arma. Se contrário, se usasse a razão, se tentasse fazer com que o povo conseguisse concluir que o melhor seria a guerra, provavelmente a história do mundo hoje seria diferente. E o que vejo nas campanhas dos candidatos em "destaque" tanto no cenário nacional como estadual não é diferente. Eles apelam pelo sentimentalismo como forma de estratégia. Mostrar que as políticas públicas deixam o povo mais "feliz" deve arrecadar muitos votos, pois durante os cinquenta minutos de propaganda política é o que impera. 
  O Pará é um estado que não valoriza devidamente os cursos de Comunicação Social, porém vejo na TV e nas ruas alto nível de publicidade dos candidatos. Cenas de projetos e construções com altas tecnologias em imagem, cenários e designs nunca vistos antes por nenhum paraense em produção local. Ao invés de se pronunciarem em compromisso do povo em si, e completo, investem em políticas ilusórias. Os tons de voz dos candidatos dos partidos tradicionais é assustador. É de uma tranquilidade convencível aos olhos de um povo que sonha demais, que idolatra candidatos. É estranho perceber como os candidatos são tratados como ídolos, e por fãs fervorosos, é estranho imaginar hoje em dia brigas entre ideologias partidárias. Pior que imaginar é ver.
  Acredito que exerço meu papel de brasileiro tentando entender os porquês dos votos sempre nas mesmas ideologias e tentando expor pontos de vista que contrastam com a mesmice imposta pelos legendários políticos de sempre decidirem o rumo do país em conjuntos restritos. Admito que não é fácil, mas o que move um 7teen hoje são os desafios. Defendo lutas e ideias a favor do bem geral.

Nenhum comentário:

Postar um comentário