Setembro de 1992, Retrato Falado.
Misturas sonoras de gritos e choros. Apenas sangue por dentro. Era o céu, o inferno, e a terra. São gritos de um fracasso mal-vivido, são violências dos ingnorantes, que são pessoas pré-criadas pelo nosso país de séculos atrás. São indignações, maldições jogadas ao vento, levadas pelo som de um silêncio posterior.
Num jogo nada tranquilo, ouve-se a voz da verdade: todos estavam machucados: quem gritava, quem chorava. Mas, mais machucado estava o ser que nada fez para merecer isso, que nem chamado de ser era, que nem humano se dava a qualidade. Aquele que tinha um futuro incerto foi o mais prejudicado nisso tudo, mesmo sem querer, e sem ser visto como tal.
Na hora do grito de acusação, o acusado é visto como O Malfeitor, O malfeitorzinhho. Na hora da esperança, todos aguardam um novo nascimento, a absolvição já feita, a espera de uma mudança à espera de felicidade. É o que todos aguardam, a felicidade, mesmo quando não se preocupam em fazê-la, eles a querem. Mesmo sem se preocupar em preservá-la, querem a saúde, mesmo sem respeito à sua, querem a paz.
E gritam: RETRATO FALADO!, e respondem: MELHOR NADA!, e gritam: IDEM!, e choram. Eu de nada sei. Retrato falado, desenhado, IMAGINADO, caçado! ESQUECIDO. Crime esquecido. Perdão de mãe. Futuros martírios, será? Escada rolante, que sempre volta e nada se vê. Então foi o melhor feito, esquecidos todos estamos mesmo... todos estamos esquecidos... todos esquecemos... MOMENTO DE CHORAR?!?!?! Pausa para pensar... Maybe... "Estou todo reticências!", "Oh minha honey baby!". Vamos para casa, é o melhor a ser feito. Deixemos os algozes para os terços dolorosos de senhoras de oitenta, e viva nossos 7teen! aliás, o meu.

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