domingo, 2 de janeiro de 2011

É hora de dar tchau...

            Chega uma hora em sua vida em que refletir sobre ela toma um grande tempo. Mas é necessário que isso seja feito por livre e expontânea vontade, e isoladamente. Essa hora de um quê de responsabilidade. Hora de esquecer definitivamente da infantilidade. Hora de esquecer das manias bobas. Crescer. Precisa-se contar com algumas ajudas: daqueles que cuidam, para que aprendam a deixar cuidar; daqueles que precisam de cuidados, para que dexem cuidar; dos que ainda ficarão, para aprenderem a adaptar-se ao novo. Enfim, novo tudo em volta. Neste momento, o mais adequado é contar com os pilares, confiar-lhe a vida. Não ter medo do impossível, não ter medo do improvável. Provar. Uma flor em um jarro em uma mesinha de sala de estar. Por mais lindo que seja o jarro, o que encanta-nos é a beleza da flor, por mais que ela esteje em uma mesa de brilhantes, rodeada por um tapete bordado a ouro, não teria a beleza da natureza da flor: Embelezar a si é o que importa. Não importará se o volume do ramo seja grande. Mesmo com uma flor apenas se pode embelezar um hall de grande área, depende apenas da natureza da beleza. Simplificar a vida por mais complicados que sejam os problemas, as pessoas em volta, o vazio em volta, o silêncio em volta. Mostrar ao amor que ele pode ser moldável, e moldá-lo. Mostrar à amizade que ela não pode ser moldável e conservá-la. Busca relaxar nos fins-de-semana, buscar confiança para a tranquilidade, isto se ela for o melhor.
            Este é o bom da independência, o decidir. Dar prioridade sem dar satisfações. Satisfazer aos que verdadeiramente amamos, que nem sempre são os familiares. Buscar esquecer. E o melhor a fazer é esquecer. À voz de Saramago, nunca olhar para o sol das costas. Estou cansado dos dedos na cara. A lição de hoje se chama egocentria, mesmo sem querer.

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